quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Cante, me encante, me levante.
Tu me cativas e tua sabedoria me é extremamente atraente. E isso tudo me deixa imensamente constrangida, pois é completamente errado. Eras pra ser apenas um exemplo e nada mais, mas vejo em ti, de alguma forma, um companheiro, um romance tórrido. Me sinto Lolita, e ás vezes penso que sofro do complexo de Édipo, já que és tão semelhante ao meu progenitor, mas fica tudo no ar, de maneira estranha. Ás vezes perco meu discernimento, e tudo se deve á tua presença. Todos sabem do que sinto por ti, até tu, e não fazes nada, pois sabes que é errado, e além do mais não tens interesse algum em mim. Mas o meu interesse por ti, é algo diferente de tudo que já senti, pois não tenho esperança alguma. Talvez isso tudo seja apenas admiração, e eu esteja confundindo com mil e uma coisas, mas me sinto atraída por ti, e não há nada que eu possa fazer. Tuas rugas que tanta marcam os teus olhos amendoados, teus cabelos levemente ondulados, teu corpo parcialmente longilíneo, teus ralos pêlos sobre o peito, tuas enormes mãos, tua voz a cantar o romance melódico de La Belle De Jour, tua inspiradora inteligência, tua curiosidade, o modo como és literal e sem papas na língua, tudo isso me deixa encantada. Tu me deixas encantada. E realmente me cativas, das forma como pouquíssimos me cativaram (ou nenhum).
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