sexta-feira, 29 de julho de 2011
Velhos hábitos.
Roeu as unhas até o sabugo, arrancou os cabelos, chorou até secar, bebeu até se embriagar. E não era depressão, era a vida. Ninguém entendia, todos julgavam. Deu mais uma tragada no cigarro, a maquiagem já borrada, o coração já partido. Se apaixonava sem pensar, bebia para esquecer. Quando pensava demais estava louca, quando agia por impulso era leviana. Não entendia como o mundo era complicado e traiçoeiro, confiava em quem deveria desconfiar, queria morrer quando a solução era viver. Ela não era nada, e não perdia os velhos hábitos, todos de mal gosto. Eram só velhos hábitos que ela não queria perder. Bebeu mais um gole, tragou mais um pouco, chorou de mais. Velhos hábitos nunca mudam. E ela também não mudava.
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