sábado, 3 de março de 2012

Nadar Amar

Minhas pálpebras ficam pesadas e meu corpo começa a adormecer lentamente. Tomo um gole de café e continuo teclando, enquanto lembranças dão voltas na minha cabeça sem parar.

"Eu queria saber nadar" "O único jeito de aprender é entrando na água, tenta." "É gelada demais!"

O café quente queimou a minha garganta e eu senti um imenso prazer naquele momento, o meu presente começava a se fundir com o meu passado através das mais deliciosas lembranças que eu poderia ter.

"Eu não sei amar." "O único jeito de aprender é vivendo, tenta." "Mas eu tenho medo de me magoar!"

Meus olhos piscavam devagar, ficando um bom tempo fechados, e os flashes da vida eram jogados contra a minha retina violentamente. Era doce demais, fácil demais, era o que minha vida tinha sido.

"Eu não sei mentir." "Nem eu. Mas eu sei nadar e amar." "Nadar ao mar, nadar e amar." "Eu te amo."

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