sábado, 17 de dezembro de 2011
A primeira manhã
Acordei e me deparei com aquela cascata de fios negros jogados pelo meu travesseiro, suas costas nuas pareciam sorrir deliciosamente para mim enquanto o sol da manhã adentrava pelo quarto. Ri e comecei a me lembrar em como a noite havia nos trazido até a cama. Ela começou a se mexer e acabou se virando para mim, os olhos já estavam abertos e o sorriso era estonteante. "Bom dia", dissemos um para o outro em uníssono e neste exato momento percebi que tal sincronia nunca havia acontecido com nenhuma outra. Me levantei e preparei café, ela insistiu em beber leite (não gosta de café, ao que parece) e conversamos sobre casualidades, éramos parecidos e ao mesmo tempo diferentes, formando uma mescla surpreendente de aprovação e discórdia, deixando tudo ainda mais quente e exitante. Ela se vestiu e me beijou calorosamente, pressenti que era uma despedida e fiz o que pude para adiá-la. A despi por inteiro e fizemos amor novamente, desta vez foi tudo ainda mais voraz e intenso, houveram mordidas e arranhões, arrancamos fios de cabelo e perdemos o ar. Dormimos algumas horas e quando ela acordou já era noite no meu canto do mundo, desta vez ela se vestiu sem pensar, quase correndo, beijei-a e ela saiu pela porta. Fui para a varanda e fitei a lua cheia que iluminava a cidade chuvosa, sua luz sendo refletida na vidraça dos arranha-céus, as gotas de chuva que caia pareciam pequenos diamantes jogados pelo asfalto. Foi um ótimo dia porque passei cada minuto ao lado dela. Não sei se a amo ou se estou apenas apaixonado, mas posso afirmar que sua companhia me é extremamente agradável, insanamente prazerosa. Não posso procurá-la por que nem sequer sei onde a encontrar, mas sei que quando eu (ou ela) precisar nós nos encontraremos. O nome dela? Poesia leve e melodia doce aos meus ouvidos, segredo completo e de Estado, ninguém jamais poderia saber mas não me segurei e vou ter que revelar. Seu nome é belo e calmo, eu me assusto sempre que ouço, não importando o sentindo, seu nome é Alma, minha querida Alma, minh'Alma...
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