quarta-feira, 3 de agosto de 2011

The body is dead, the soul is alive.

A bala cortava o tempo, e cortava a vida. O tiro foi proferido pelo desconhecido, veio do escuro, do nada. Levou a mão ao peito que tinha sido atingido, sentiu o sangue escorrer e a pólvora passando entrando no sangue. O gosto da morte invadiu a boca, as palavras não saiam, a cabeça rodava e tudo começou a escurecer. Lentamente o corpo caiu no chão, inerte. A vida se foi, o serviço estava feito. O cano da pistola ainda quente, o assassino tirou as mãos do gatilho e sorriu. Nunca saberiam que era ele, cuidara de tudo, não ia deixar nenhuma pista. Abriu o corpo e o desossou, com mãos precisas, quase um médico. Tudo se tornava casa vez mais sinistro, e a noite queria se tornar dia. Pegou a pele e a banhou em gasolina, acendeu um fósforo e o atirou na direção da carne morta que estava jogada no chão. Enquanto o resto do corpo virava um monte cinzas, pegou os ossos e os jogou no buraco que tinha aberto no dia anterior. Tapou o buraco e se foi. Mal imagina que a alma que pensava ter matado estava tremendamente viva e pronta para a vingança. Um pobre diabo esse que mata a carne á espera que a alma fuja, mas não foge. Sempre volta. E dessa vez não ia perdoar.

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