Chega a ser patético,
essa dança sem fim
que eu danço sozinha
enquanto penso em você.
Eu digo que não dizemos,
que disfarçamos o que sentimos.
Mas no fundo eu sei a verdade,
eu sei que "nós" é uma mera utopia.
E quando eu lembro de algum momento,
de alguma sensação sublime,
eu simplesmente me desmancho,
me sentindo descartavelmente devorada.
Então eu insisto,
que não há dicionário que faça transcrição,
que não há palavra que explique,
que nossos sentimentos não tem tradução.
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