Deu tudo que tinha e esperou algo em troca, nunca recebeu.
Desistiu, sempre desiste. Persistir não é de sua natureza.
O sol então raia após tempos, secando o orvalho que nas flores de seu peito fazia jardim.
E então voltou, sempre volta.
E quando volta, sabe o que faz.
A torna desprezível, miserável, e em seu jardim só chove. E de novo ela dá tudo de si. Dá tudo de si e algo de alguém, só para vê-lo partir de novo, deixá-la com promessas nunca feitas, olhando os cacos do que um dia chamou de Alma, cheia de remorso e rancor.
Não deixe de abandoná-la, jamais.
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