Deram um nó na minha vida,
era um nó de marinheiro,
não sei desfazer.
Agora vivo em um nó,
e me puxam por duas pontas.
É um nó sem laço,
um nó dolorido.
O nó chegou na garganta,
desaprendi a falar.
E agora os nós me doem,
os nós dos dedos.
Vivo amarrada para sempre.
Vivo em um nó.
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