Deram um nó na minha vida,
era um nó de marinheiro,
não sei desfazer.
Agora vivo em um nó,
e me puxam por duas pontas.
É um nó sem laço,
um nó dolorido.
O nó chegou na garganta,
desaprendi a falar.
E agora os nós me doem,
os nós dos dedos.
Vivo amarrada para sempre.
Vivo em um nó.
quarta-feira, 20 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Gata e Camaleão
Acordei três vezes durante a noite, três pesadelos. Comecei a sentir um calor que desesperava, sufocava, tirei a blusa, e a abracei, talvez por reflexo, por medo de perdê-la no meio do edredom, e então a abracei. E então era você. Era seu cheiro. Era o que eu lembrava de ser, e eu só lembrava de querer ser você. Ser você não, ser sua. Entrei na terra dos sonhos e lá te encontrei, fiquei mais calma. Talvez fosse o seu cheiro, a sua lembrança, mas vida que eu tive até então virou lembrança, fragmento de mim. Talvez fosse o clima, o soco que eu sentia no estômago, a tortura que subia pelas minhas pernas. Não me importava com o que era.
Parei de pensar e entrei no teu jogo, agora também sou camaleão.
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