quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Corpo de Luz
A sua voz entra de vez em mim, entra na minh'alma do modo mais sublime que eu poderia imaginar e me corrompe numa velocidade cruelmente excitante. Quando eu vi o azul dos teus olhos, cobalto do céu, mais profundo e intenso que o mar, ali eu me encontrei um pouco. Lembro desse teu cabelo bagunçado, displicente, caindo no rosto e apontando pra todos os lados, esse cabelo que te faz menino-homem, que te faz menino-vivo. Você é corpo de luz, é estrela, é cometa. Então eu choro por mim, choro por nós dois, que não existimos mais, que nunca existimos e que talvez nunca venhamos a existir. Mas eu gosto de imaginar, gosto de me torturar, pensando em tudo que poderíamos ter, sorrindo um para o outro. Talvez em um mundo paralelo, e não nesse mundo. Esse mundo em que o tempo não passa e ás vezes simplesmente resolve correr. Esse mundo onde te amar é anormal.
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