Fiz tudo oblíquo
embriagado.
Era uma frase curta,
e o tempo também,
e a saudade era longa.
Escrevi um poema
pra você lembrar
um pouquinho de mim
pra você lembrar,
que o tempo corre.
Tudo com pressa,
pra você lembrar,
por que se eu fosse com calma,
ia esquecer de tudo.
Esquecendo de mim,
de ti.
domingo, 25 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Corpo de Luz
A sua voz entra de vez em mim, entra na minh'alma do modo mais sublime que eu poderia imaginar e me corrompe numa velocidade cruelmente excitante. Quando eu vi o azul dos teus olhos, cobalto do céu, mais profundo e intenso que o mar, ali eu me encontrei um pouco. Lembro desse teu cabelo bagunçado, displicente, caindo no rosto e apontando pra todos os lados, esse cabelo que te faz menino-homem, que te faz menino-vivo. Você é corpo de luz, é estrela, é cometa. Então eu choro por mim, choro por nós dois, que não existimos mais, que nunca existimos e que talvez nunca venhamos a existir. Mas eu gosto de imaginar, gosto de me torturar, pensando em tudo que poderíamos ter, sorrindo um para o outro. Talvez em um mundo paralelo, e não nesse mundo. Esse mundo em que o tempo não passa e ás vezes simplesmente resolve correr. Esse mundo onde te amar é anormal.
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