domingo, 6 de novembro de 2011

Quem bate?

És como uma brisa
no mês de janeiro,
és como luz
em um grande nevoeiro.

És meu poema de amor,
meu grito de dor,
meu sangue amargo,
e até mesmo um sorriso largo.

És desalinho em casamento,
és um beijo e um abraço,
és aperto mesmo quando há espaço,
meu amor no mês março.

És chuva sem trovão,
relâmpago e clarão.
Mas abra-me a porta,
pois quem bate é o coração.

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