domingo, 6 de novembro de 2011

Quem bate?

És como uma brisa
no mês de janeiro,
és como luz
em um grande nevoeiro.

És meu poema de amor,
meu grito de dor,
meu sangue amargo,
e até mesmo um sorriso largo.

És desalinho em casamento,
és um beijo e um abraço,
és aperto mesmo quando há espaço,
meu amor no mês março.

És chuva sem trovão,
relâmpago e clarão.
Mas abra-me a porta,
pois quem bate é o coração.

sábado, 5 de novembro de 2011

Oh meu bem

Oh meu bem, não chora assim,
ri comigo,
vem comigo,
vem e sorri.

Oh meu bem, não faz assim,
faz direito,
faz com amor,
faz de dentro do peito.

Oh meu bem, não vai assim,
não vai embora,
fica aqui,
me abraça e vem.

Oh meu bem, pode chorar,
pode fazer,
pode ir.

Quem sou eu pra te segurar,
se nem minhas dores consigo evitar?
Tudo que eu sei é chorar, fazer e fugir...