terça-feira, 14 de julho de 2015

Morto de mim

Um suspiro, um adeus.
Talvez fosse sincero demais,
Literal demais, duro demais. 
Necessário, imponente.
Concreto.

O estouro da pistola cortou o ar,
Envolveu a atmosfera
Numa dança macabra,
Rodeada pela morte, ela sorri.

Uma paixão fatal,
Um tiro no peito.
A porta se fecha.
A escuridão inunda a sala.

E ali se faz um ditado.
Minha alma pela tua.
Obrigado, de nada.
Até mais ver, até nunca mais.



segunda-feira, 13 de julho de 2015

Incorpóreo

O cheiro invade o quarto.
Madeira,
Almiscarado.

Ele abre os olhos.
Devagar,
com preguiça.

E naquele olhar me perco.
Perco o medo,
perco o sono.

E perdida nele, eu me encontro.
e naqueles olhos me vejo refletir,
e naqueles olhos eu vivo.

Então os olhos se fecham.
Volto a ser apenas um espectro,
Sem corpo, desapareço no ar.